sexta-feira, 21 de maio de 2010

Não foi hoje... Foi semana passada!

Cara Nação Rubro-Negra,

Mais uma vez vimos o que é o Flamengo hoje em dia e o que vem sendo há alguns anos. Ganha na dificuldade e perde quando é moleza.

No fim do brasileiro que nos deu o Hexa ano passado foi a mesma coisa. Ganhamos de Palmeiras, Atlético-MG, São Paulo, de todo mundo, mas perdemos pro Grêmio "Nômade" Barueri.

Nessa quarta de final da Libertadores, foi a mesma coisa. Perdemos no Maracanã, no primeiro jogo contra a Universidad do Chile para um time pequeno, que jogou como time pequeno, que só fez gol no contra-ataque e bola parada, como time pequeno. Mas ganhamos na casa deles, onde eles entraram jogando como time grande, mas logo foram vencidos não pela tática, não pela disposição (isso tem a ver com o Kleberson q eu vou falar mais abaixo), não pela habilidade individual, mas pela grandeza que é o Flamengo.

Mas eu me pergunto: Por que CARALHAS o Flamengo não jogou assim no primeiro jogo em casa? Por que CARALHAS o Rogério Lourenço, esse neófito, escala 4 volantes num jogo em casa, onde a gente precisava fazer resultado? E o que é pior: por que CARALHAS ALADAS um time que entra com 4 volantes toma um sufoco no começo do jogo???

Sim, eu voltei ao primeiro jogo dessa quarta-de-final porque foi aqui que o Flamengo foi desclassificado. Não foi no Chile com um Flamengo jogando pra frente, roubando bola no meio de campo, criando jogadas que podiam facilmente virar gols. Foi aqui, na nossa casa.

Mas eu digo que o Flamengo não perdeu para um outro time que jogou melhor, não perdeu para uma torcida que fez "pressão" (até porque isso a gente faz melhor que qualquer outra), não foi para juiz de Libertadores (porque isso é coisa de chorão com uma estrela isolada no peito).

A gente, o Flamengo, a nação, todo nós perdemos por um simples motivo: semana passada alguns jogadores esqueceram o que é jogar pelo Flamengo. Esqueceram o que é honrar um manto já usado por Zico, Junior, Adílio, Nunes e muitos outros que entenderam e fizeram jus às listras vermelhas e pretas que já deram alegrias a mais de 40 milhões de corações rubronegristas.

Se eu ainda não dei nomes, darei agora:

- Kleberson: O cara não tem sangue. Depois que foi convocado pra seleção, tirou o pé, joga sem vontade e parece uma peça de cristal que não quer disputar nenhuma jogada.
- Michael: Não, ele não é melhor que o Pet. Não, ele não é melhor que o Vinicius Pacheco. Não, cone, ele não é melhor nem que você. Um jogador imaturo, afobado, querendo ganhar uma maratona sem nem saber engatinhar.
- Juan: Fez um gol no primeiro jogo? Ele SÓ fez um gol no primeiro jogo. Do primeiro pro segundo jogo deu uma excelente melhorada, mas por que não jogou assim no primeiro jogo? Não merece mais a camisa do Flamengo.
- Rogério Lourenço: Amigo, 4 volantes em casa? 3 volantes precisando fazer 2 gols fora de casa? O "professor" Dunga está fazendo escola? Quer ser técnico? Quer ser técnico do FLAMENGO? Então aprenda que Flamengo não joga como time pequeno. Flamengo não tem nada de pequeno. Nem jogadores, nem torcida, muito menos história e jeito de jogar. Aprenda.

Não quero mais gastar o tempo de vocês, mas vou só copiar uma parte do texto do blog do Rica Perrone:

"Caiu em pé? Caiu.

Passou vergonha? Nem a pau.

Merecia classificar? Talvez.

É injusto ter ficado fora? Não."


Patrícia Amorim, obrigado por ter melhorado os esportes "so called" olímpicos do Flamengo, mas lembre-se que não é o César Cielo, o Marcelinho ou as irmãs Hipólyto que tem 40 milhões de torcedores. É o FLAMENGO! O conjunto, a história, a entidade, a nação.


A todos os rubro-negros que acreditaram até o final, parabéns. Isso é o mínimo que um flamenguista deve fazer. A quem desacreditou antes, você não é flamenguista de verdade.

À torcida arco-íris, primeiro tenham um pouco da tradição que o Flamengo tem, antes de pensarem em cogitar a hipótese de quem sabe tentar falar alguma coisa sobre o Flamengo.


Saudações rubro-negras de um torcedor apaixonado, hexacampeão, campeão da libertadores e campeão do mundo, a todos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

20 Dicas de Carnaval

CHORA, CAVACO!

By @brenoamaro


01- Sempre chegue em quem parece ter baixa auto-estima.

02- As pessoas não são feias. Você que tem que beber mais.

03- Quando você bebe, vira um bêbado; você não vira o super-homem!

04- O nível de beleza das pessoas que você ficar é inversamente proporcional ao tanto de álcool que você já bebeu.

05- Para aguentar 4 dias de folia, não saia comendo qualquer besteira, mesmo que a besteira te pague uma cerveja.

06- Se você não souber onde acordou, pergunte como chega na praça principal, sente-se e espere o bloco começar de novo!

07- Lembre de mandar SMSs diários p/ quem você gosta na sua cidade natal, p/ q ela saiba q você ainda ñ se esvaiu em álcool.

08- 4 nomes q você precisa lembrar: Engov, Brahma, Jontex, Engov. O seu próprio nome é dispensável.

09- Se você se fantasiar de lata de cerveja, NÃO LEVE A PROPAGANDA DA SKOL A SÉRIO! Você VAI se machucar DE VERDADE!!

10- Coisas que você não deve levar: juízo, auto-respeito, dignidade, consciência e discernimento.

11- Não jogue fora as latas vazias. Na terça-feira à tarde, recolha o q sobrou de cada uma e faça uma choppada!

12- Se você não é "atraente" não se faça difícil. O carnaval é a sua melhor (talvez única) oportunidade de tirar o atraso.

13- "Se eu não lembro não fiz" não existe. Se você não lembra, com certeza fez, não devia ter feito e todo mundo viu!

14- Cuidado com quem você leva para sua casa depois da farra. Ela pode sofrer o "mal da abóbora da Cinderela" pela manhã

15- Tenha o mínimo de crité... Uhm... Esquece, zoa a porra toda!!!

16- Se você é mulher é samba, sambe rebolando. Se você é homem e samba, você não é homem!

17- Use sempre tênis de corrida amaciados. Você nunca sabe se o namorado daquela mulher q você ficou corre mais que você.

18- Carnaval precisa de água, alimentos naturais e cereais. Composição da Cerveja: água, cevada, levedo e lúpulo. UUUHUUUUL!!

19- Se você sempre quis ter um filho com o signo de Escorpião, o carnaval desse ano é a sua melhor chance!

20- Ela é loira, gostosa, cheia de curvas e chega toda molhadinha. Idolatre a sua tulipa de cerveja!


Com a colaboração de @oopszqoo, @darellano83 e @KaYoshi

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

E agora, o que eu faço?


- E agora, o que eu faço?


Foi com essa frase que ele começou o dia, foi com essa angústia no peito que ele começou aquela manhã. Mal tinha saído de sua cama quando se deparou com esse questionamento que poderia ser uma das decisões mais importantes de sua vida.

Ele tinha duas opções, cada uma com seus prós e seus contras. Uma escolha poderia levá-lo a um rumo em sua vida, enquanto a outra poderia fazer sua vida tomar um caminho completamente diferente.

Ele sentou, pensou em tudo o que havia vivido até aquele momento, as experiências pelas quais tinha passado, superado e aprendido, lembrou das longas conversas que teve com seu falecido pai, um homem sábio, lembrou dos ensinamentos de sua mãe, uma mulher quieta, mas que sabia passar sempre um ensinamento valioso para seus filhos. Recordou de cada professor com quem havia tido aula.


- E agora, o que eu faço?


A dúvida não saia de sua cabeça. O sol mal nascia e ele precisava tomar uma decisão que podia ser divisora de águas. O que poderia querer para a sua vida? Ele nunca havia sido bom em decisões. Sempre pedia ajuda para amigos e parentes, mas agora estava sozinho, sem opiniões, sem sugestões, sem conselhos. Estava sozinho no meio de uma ponte sem saber para qual lado ir. Estava em uma estação sem saber qual trem pegar. Estava na beira de um precipício sem saber se pula e aproveita a adrenalina ou se volta com segurança. Estava dentro do tubo sem saber se curtia o tubo ou se voltava pra crista. Estava perdido. Estava sem horizonte.


- E agora, o que eu faço?


Ele estava atormentado com essa questão. Como fazer? Como resolver? Como solucionar um problema onde cada escolha tem 50% de chances de estar certa se, ao mesmo tempo, tem 50% de chance de estar errada. Talvez nenhuma das duas fosse a correta e a outra a errada, mas apenas uma escolha melhor que a outra. Mas o quanto cada uma era melhor que a outra. Como uma escolha pode ao mesmo tempo se tornar uma renuncia, pois ele queria a primeira opção, mas não queria abrir não da outra. Por outro lado, ele também queria a segunda, mas não se sentia bem desistindo da primeira opção.


- E agora, o que eu faço?


Ele sabia que era uma decisão urgente. Ele não podia perder tempo, pois isso não era uma opção. Ele precisava urgentemente se decidir entre uma ou outra; entre o que seria melhor para ele e o que ele poderia deixar de lado, sem se crucificar por isso; entre o que, ao final de um longo raciocínio lógico, passional, emocional e filosófico, seria a melhor escolha. E assim ele o fez!



- Nem manteiga, nem margarina. Hoje eu vou comer requeijão!


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Apenas um mergulho...


Tem praias que você deve entrar na água aos poucos.

Marca um tempo na areia, olha as ondas, a profundidade,
Tenta imaginar até onde você pode nadar ali com segurança.
Vai entrando aos poucos na água.
Confere a temperatura, se a água te puxa, se está muito salgada.
Procure por sinalização de “Perigo, Correnteza”
Quando você estiver bem seguro, tenta mergulhar.
Se você for corajoso e não tiver medo, pode até se jogar de cabeça.
Mas cuidado. São sempre grandes as chances da onda te pegar.
Ela vem com força, você nem sente e quando percebe...
O mar te atrai com suas águas calmas na beirada,
Convidando para ir cada vez mais fundo
E você acha que, a qualquer momento, consegue sair da água.
Dá uma remada de lado, curte um pouco e acha que já pode pegar onda.
Mas o mar é traiçoeiro. Você não sabe se pode confiar nele.
Você nunca sabe até onde pode nadar, até que passe esse limite.
Quando você sabe que nadou até além do seu limite,
Pode ser que não tenha volta, que a correnteza te puxe cada vez mais.
Você pode nadar com toda a sua força e não sair do lugar.
Mas aí você começa a pensar “Será que eu quero voltar à terra?”
Você não tem certeza do que quer. Aquele lugar está confortável.
Voltar é difícil e ali você está bem, a água está do jeito que você quer.
Mas você sabe que tem que voltar se esforça novamente para não ficar no fundo.
Seus braços cansam, suas pernas não respondem,
Sua mente pensa com uma energia que você nem sabe de onde veio
“Agora falta pouco...” e você dá as braçadas finais até chegar na areia.
Quando você chega, senta na beirada da água e fica pensando.
“Ali não estava ruim. Será que eu fiz a coisa certa de ter saído de lá?”
E sua mente vai ser perdendo entre pequenas ondas que tocam seus pés.
Leves marolas que parecem estar apenas cutucando, te chamando de volta à água.
Você volta? Você não volta? Você se arrisca novamente? Você foge?
Você sabe o que pode acontecer, mas pode ser que agora seja diferente.
Você arrisca? Você prefere a segurança?
O que você faz?
O que você faz?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eu nunca...

Eu nunca fui o mais alto, mas também nem fui o mais baixo.

Eu nunca fui o mais magro, e longe de ser o mais gordo.

Eu nunca fui o mais forte, tampouco o mais fraco.

Eu nunca fui o mais rico, nem nunca passei fome.

Eu nunca fui o mais inteligente, mas tinha sempre boas notas.

Eu nunca fui o mais engraçado, porém sempre fazia alguém rir.

Eu nunca fui o mais popular, e nunca me faltaram amigos ao redor.

Eu nunca fui o mais correto, mesmo sem nem querer ser o mais errado.

Eu nunca fui bom com palavras, mas até que esse texto não ficou tão ruim.

Eu nunca fui quem eu mais queria ser, e juro que não queria ser diferente.

Eu nunca fui o mais acomodado com a vida, enquanto a vida queria me acomodar.

Eu nunca fui o mais simpático sem precisar, apesar de precisar e escolher não ser.

Eu nunca fui o mais simples, mesmo sem querer parecer sempre complicado.

Eu nunca fui o mais extrovertido, desejando não ser o mais tímido.

Eu nunca fui o mais religioso, embora não acredite em ceticismo.

Eu nunca fui o mais normal, pois maluco é quem achou que esse texto ia fazer algum sentido em algum momento.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Haicai - Luiz Tatit

Vai muito pra série "Eu queria ter escrito isso!"

Quando fiz de tudo poesia
Pra dizer o que eu sentia
Fui mostrar
Ela não me ouvia
E mesmo
Insistindo todo dia
Era inútil
Não me ouvia
Sofia! Sofia!
Não ouvia
E não havia
O que fizesse ela atender
Sempre dispersiva
Sempre muito ativa
Sofia é do tipo que não pára
Não espera e mal respira
Imagine se ela vai ouvir poesia!
Sofia, escuta essa, vai
É pequena
É um haicai

Por fim
Noite de lua cheia
Prometeu que me ouviria
Bem mais tarde às onze e meia
Nunca senti tanta alegria
Mas cheguei
Ela já dormia
Sofia! Sofia!
Não ouvia
E não havia
O que fizesse ela acordar
Sofia quando dorme
Sente um prazer enorme
Fui saindo triste abatido
Tipo tudo está perdido
Imagine agora a chance que me resta
Pra pegá-la acordada
Só encontrando numa festa

Então, liguei de novo pra Sofia
Confirmando o mesmo horário
Mas numa danceteria
A casa de tão cheia
Já fervia
E ela dançando
Nem me via
Sofia! Sofia!
Não ouvia
E não havia
O que fizesse ela parar
Sofia quando dança
Pode perder a esperança
Mas eu tinha que tentar:

Sofia
Estou aqui esperando
Pra mostrar pra você
Aquela poesia, aquela, lembra?
Que eu te lia, te lia, te lia,
E você não ouvia, não ouvia, não ouvia
Hoje é o dia
Vem ouvir vai
Ela é pequeninha
Parece um haicai
E foi feita especialmente
Sofia, eu estou falando com você
Pára um pouco
Vamos lá fora
Eu leio e vou embora
Ou então aqui mesmo
Te leio no ouvido
Se você não entender
A gente soletra, interpreta
Etc, etc, etc...
Nada, nada, nada, só pulava
Não ouvia uma palavra

Aí já alguma coisa me dizia
Que do jeito que ia indo
Ela nunca me ouviria
Essa era a verdade crua e fria
Que no meu peito doía
Sofria, sofria!
E foi sofrendo
Que eu cheguei
Nessa agonia de hoje em dia
Fico aqui pensando
Onde é que estou errando
Será
Que é o conceito de poesia
Ou é defeito da Sofia?
Ainda vou fazer novos haicais
Reduzindo um pouco mais
Todos muito especiais
Sofia vai gostar demais!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Então é Nataaaaaaaaaaaaal...


E de repente já era Natal de novo. Aquela época do ano que todo mundo adora. Andar em shopping lotado, gastar dinheiro para comprar presentes para pessoas que você nem gosta realmente.

Todo mundo adora o natal. Menos eu, claro.

Tem coisa pior do que passar uma noite inteira ouvindo problemas da vida dos seus entes queridos (a maioria bêbado), tomar aquela cidra que seu cunhado insiste em dizer que é champagne francesa, ficar agüentando a criançada correndo de um lado pro outro, quebrando vaso, jarro de flor, prato e tudo que possa vir a ser quebrado? E o que vem a ser ainda pior: você é o responsável por ser o Papai Noel! E tem que agüentar a tia chata que não para de te apressar, aquele sobrinho que já se acha “O” velho e fica falando que não existe Papai Noel, e que aquela pessoa de roupa vermelha ridícula na verdade é você, mas quando você chama o nome dele para dar o presente, ele te faz lembrar do grande João do pulo, e dá um salto de 8,37 metros e aterrisa certinho naquela fivela do cinto que está localizada bem em cima dos seus documentos mais pessoais.

Como se não bastasse, você chama aquele seu primo, digamos, um pouco acima do peso, que insiste em vir correndo, sentar no seu colo, te sujar todo de gordura (porque é óbvio que é ele o churrasqueiro oficial), e insistir em tirar uma foto com você.

Depois disso tudo tem o famoso dia seguinte, com a criançada querendo te mostrar os novos presentes, aquele sobrinho “velho” batendo e quebrando os brinquedos dos mais novos, já que, como ele se acha muito velho para ganhar brinquedo, falou que queria só roupa e agora morre de inveja, aquele primo gordinho continua fazendo o churrasco e sujando todo mundo que chega para a festa e o seu cunhado que achou o restinho da cidra na geladeira e continua insistindo que é champagne francesa.

Depois disso tudo, você continua gostando de natal?!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Parabéns, Nação!!*


28 de Outubro, Dia do Flamenguista


“Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um
dia.“, disse Nelson Rodrigues, fanático tricolor desprovido de vaidades
clubisticas na hora de analisar futebol.

Hoje, 28 de outubro de 2009, é o dia que o Flamengo pode se tornar líder do
campeonato Brasileiro. Hoje, como quase toda quarta-feira, é dia de 35
milhões de pessoas viverem por um só objetivo e outras 150 milhões torcerem
contra.

Amanhã, como sempre, líder ou fora da briga, a capa dos jornais terá o tal
do Flamengo.

Decidindo titulo, lá estarão milhares de torcedores, em outro estado,
fazendo com que o tal do Flamengo jogue em casa quando deveria atuar fora.

No sábado, onde todos brigam pela liderança, lá estará ele, de novo,
jogando com 12, burlando o regulamento básico do futebol.

E se o time pipocar e perder o titulo novamente, não muda nada. Vão se
revoltar, xingar, protestar e, daqui 3 meses, lá estarão eles fazendo juras
de amor ao time num clássico qualquer pelo campeonato estadual, aquele que
nem eles agüentam mais vencer.

O time mais inexplicável do planeta terra, sem dúvida.

Não ganha o principal titulo nacional desde 1992. Lá se vão mais de 17 anos
e a torcida diminui? Não, aumenta. Segundo pesquisa, a maior entre as
crianças do país.

Quando ninguém dá nada pra eles, chegam e surpreendem a todos. Quando todos
esperam muito, ele perde e decepciona sua nação.

Favorito em tudo que disputa, simplesmente pelo citado acima. Ninguém é
capaz de saber o que esperar do Flamengo, nunca.

E quando eventualmente não tem um time capaz de ser campeão, a cobrança é
como se tivesse. Ou seja, não existem jogadores no Flamengo. Existe o
Flamengo e ponto final.

Única torcida do planeta que paga ingresso por 2 espetáculos. Um no campo,
como todas elas, e outro que ela mesma proporciona.

O flamenguista vai ao Maracanã pra curtir o time, o jogo, o clima e a
própria torcida. É único.

Talvez uma das raras torcidas do mundo que tenha dezenas de ídolos, mas que
não há discussão sobre o maior.

Existe o Zico e o resto. E o “resto” inclui, talvez, os dois melhores
laterais que o mundo já viu em cores. Leandro e Junior.

A Nação rubro-negra não tem esse nome a toa. São 35 milhões de torcedores,
e vejamos:

A cidade mais populosa do mundo é Tóquio. E tem 34 milhões de pessoas.

A maior do Brasil é são Paulo, com 19.

O Flamengo, sozinho, tem 35. Se cobrasse impostos seria trilhardário.

Não cobra, e vive devendo.

Deve milhões, e isso não faz a menor diferença.

Ao contrário do amor que tanto exaltamos, este não vai embora quando o
amado fica pobre. É amor de verdade, o mais puro que existe.

Incondicional, este sim.

Aquele que não analisa, que não raciocina, que não condiciona a nada.

A nação poderia dizer, sem culpa: “Eu te amo, e pronto”.

Não interessa porque, como, quando e nem sob quais condições.

É maior, é inexplicável.

Ser Flamengo é algo que não tem comparação. Eu não nasci assim, e nem ouso
dizer se felizmente ou infelizmente.

Flamenguista é aquele sujeito que ama futebol acima do que ele o
proporciona. Aquele que não troca amor por resultados, e que não condiciona
sua preferência por um ou outro jogador.

Por aí existe o Santos de Pelé, o São Paulo de Rogério Ceni, o Palmeiras de
Ademir.

Lá existe o Zico do Flamengo.

A ordem é sempre inversa. Os valores são sempre diferentes.

Ser flamenguista não torna ninguém melhor do que os outros, nem pior.
Diferente, sem dúvida.

Ser maioria é algo que fortalece. É infinito, porque a nação não tem fim, e
nem deixará de ser a maior torcida do país nos próximos 200 anos.

Odiar o Flamengo é absolutamente justificável.

Qualquer um fica irritado em ganhar títulos e mais títulos e ver que a capa
do jornal não muda de foto. É sempre a do Flamengo.

Qualquer um se incomoda em saber que títulos e dividas menores não
conseguem sobrepor a importância de um clube que tem sua grandeza baseada
em nada atual e concreto.

É grande. Porque? Porque é.

Pode existir algo maior do que o que não se explica?

Entrar num Maracanã lotado e olhar pra aquela torcida é algo que apenas
eles sabem o que é, o que significa e o quanto importa.

“Torcida não ganha jogo”, eles dizem. “Só se for a sua”, nós diremos.


*Texto recebido por e-mail, mas lindo como se tivesse feito por 35 milhões de corações.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Amizade (De verdade!)


Conhecido ouve seu problema sem prestar atenção. Amigo ouve e dá uma solução. Amigo de verdade ouve seu problema, dá a solução e ainda te leva pro bar.


Conhecido pede dinheiro emprestado e nunca paga. Amigo pede e paga assim que puder. Amigo de verdade pega emprestado, não paga e ainda te leva pro bar com o seu dinheiro.

Conhecido ignora se você entrar numa briga. Amigo chega separando e conferindo se você está bem. Amigo de verdade chega dando voadora nos peitos de quem se meteu contigo e ainda te leva pro bar.

Conhecido tem no máximo seu Orkut. Amigo tem seu Orkut, Facebook, Twitter, MSN, Skype, Blog na página inicial e GTalk. Amigo de verdade grita seu nome na porta do seu prédio te chamando pra ir pro bar.

Conhecido sabe no máximo seu sobrenome. Amigo sabe, além do seu sobrenome, o nome do seu pai, sua mãe, seus irmãos, seus avós, tios e primos. Amigo de verdade sabe o nome do garçom que você mais gosta no bar.

Conhecido te deixa um scrap no seu aniversário. Amigo dá pelo menos uma ligada. Amigo de verdade chega antes, sai depois e ainda deixa pra você a conta da comemoração no bar.

Conhecido elogia sua tatuagem nova. Amigo dá o maior apoio pra você fazer outra. Amigo de verdade sacaneia sua tatuagem dizendo que “agora já era”, “não tem mais volta!” e “fazer o quê?”. No bar.

Conhecido não quer nem saber da sua vida acadêmica. Amigo sempre te elogia quando você manda bem em alguma prova ou trabalho. Amigo de verdade cola a cara no vidrinho da porta da sua sala, faltando uma hora pra acabar a aula, te chamando pra ir pro bar.

Conhecido te parabeniza pelo nascimento do seu filho. Amigo compra presentes e diz que, se precisar, ele será padrinho. Amigo de verdade, espera o filho fazer 18 anos pra poder levar duas gerações da sua família pro bar.

Conhecido não é amigo. Amigo nem sempre é amigo de verdade. Amigo de verdade te leva pro bar.



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Desgosto para um pai.


- Pai, precisamos conversar.

- Claro, filho. O que houve?

- É coisa séria, pai. Vamos sentar.

- Ai, meu Deus... O que houve?

- Pai, não sei se você tem notado que eu não sou como a maioria dos meus amigos ou meus primos.

- Você não...?

- Calma, pai. Deixa eu explicar.

- Não acredito...

- Então, eu sempre achei que era diferente, que não me encaixava, que tinha algo diferente em mim. Eu não gosto do que a maioria dos homens de verdade gosta.

- Mas isso vem desde quando, meu filho?

- Não sei, pai. Acho que foi desde a época da escola.

- Sabia! Não devia ter deixado você andar com aquele pessoal. Quem é que coloca adesivo no carro com uma bandeira cheia de cor, se não esse bando de...

- NÃO! Eu não permito que você fale assim deles! Eles são como eu, pai!

- Como você?? Filho meu não é como esses... esses... Não consigo nem falar...

- Pai, você vai ter que encarar isso. Eu sou assim, escolhi ser assim e você vai ter que aceitar assim.

- Meu filho, você tem certeza que é isso que você quer? Pensa na sua vida daqui pra frente. Você será taxado pra sempre como um cidadão de segunda. Pense na zoação, no preconceito, na discrminação. Você será sempre minoria!!

- Não interessa!! Eu SOU GAY e pronto!!

- GAY???!!!! Ah taaaaaaaaaaa... Que susto, moleque! Porra! E eu achando que você tinha virado torcedor do Fluminense...